domingo, 25 de maio de 2008

Learning To Live

"The ways that your heart sounds makes all the difference
It's what decides if you'll endure the pain that we all feel
The way that your heart beats makes all the difference
In learning to live
Here before me is my soul
I'm learning to live
I won't give up
'Till I've no more to give"

/,,/

Domingo

Tormento do ideal

Conheci a beleza que não morre
e fiquei triste. Como quem dá serra
mais alta que haja, olhando aos pés a terra
e o mar, vê tudo, a matar nau ou torre,

Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre;
assim eu vi o mundo e o que ele encerra.
Perder a cor, bem como a nuvem que erra
ao por do sol e sobre o mar discorre.

Pedindo à forma, em vão, a idéia pura,
tropeço, em sombras, na matéria dura,
e encontro a imperfeição de quanto existe.

Recebi o batismo dos poetas,
e assentando entre as formas incompletas,
para sempre fiquei pálido e triste.


By Antero de Quental.

Boa poesia. ^^' Eu sei que não tô escrevendo nada. Pra quem gosta das minhas bobagens filosóficas, perdão. Tô com um certo bloqueio. =p Também, custa nada viver um pouco mais e refletir um pouco menos. Bom domingo!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Não me deixe respirar esta noite. A dor nunca é maior que os dias vazios. Todos dormem enquanto luzes permanecem acesas. Nada possui um devido lugar.
Não há poesia ou coração. Apena s delírios de mentes cansadas e vazias; mentes que ecoam diante do espelho: ressoam surdas e incessantes ante o grito tardio dos atos inacabados.
Não há intento. Não há palavras que expliquem sentimentos. O tempo de desejar o que se tem, de sonhar em ser o que já se é... Não.
Por quantos anos ainda irão enganar a si mesmos? Quem paga o preço das mentiras eleitas as mais doces palavras ditas?

Para proteger uma só verdade, criou-se a fábula do não-ser.
Para condenar uma só mentira, deu-se a todas as outras a liberdade.


[O peregrino Obscurecido]

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Auto-destruição.

[Hoje eu tô meio auto-destrutivo, sabe? Por isso vou postar uma cena de um conto que eu ando escrevendo. Meu maior conto concreto até agora{!!!}. Consegui começar a escrevê-lo graças a uma certa pesoa que me emprestou uma caneta. Não sei o que seria de um "escritor" tão irresponsável não fosse a boa vontade alheia. =P]


I

Estava na varanda do décimo andar.Olhava todos lá de cima e eles estavam tão pequenos. O caos reinava: entre carros, pedestres, motos e ônibus: a cada fração de esquina que observava, menos era possível definí-la. O movimento. Poucas cabeças voltavam-se para cima, para o céu, como parece ter previsto um apocalíptico dos anos 30. E, de lá de cima, realmente não havia grande sensibilidade à morte. Se uma imensa pedra caísse do oitavo andar, esmagando muitos corpos, não haveira grandes danos; sequer um tenebroso impacto sobre sua psiquê. De longe, a morte nos mostra o seu caráter banal. Pensou que se estivesse lá, embaixo, ou mesmo em um andar abaixo de onde cairia a suposta pedra, então haveria o terror e o cheiro de sangue em suas narinas. Não sei qual a visão perfeita da morte, se de perto, ou de longe. Não sei qual das duas é pura ilusão. Talvez ambas...

E ele queria ser uma imensa pedra na vida de uma pessoa. De tanto olhar para o chão, observar os pobres mortais saindo e entrando de sua s casas de formiga, perdeu a noção de onde ele mesmo estava. Arrisco dizer que, ao breve movimento das nuvens que ninguém vê, ele já não sabia mais quem era.
Com um anel prateado em mãos e o rosto apocalíptico dos suicidas corajosos, decidiu que de cima abaixo ele poderia ser a imensa pedra. No ranger dos seus dentes amarelados de uma juventude sem brilho, ele carregava a nítida expressão de que era preciso machucar alguém. Não dise uma palavra. Sentou-se à beira da janela para lugar nenhum. Com o anel prateado na palma da mão esquerda, esboçou um choro inconsolável. Engoliu-o. Sua face ficava levemente pálida. Lá de cima, a cada segundo, ele se convencia de que era a grande pedra. A gravidade é implacável. Pensou que seria indiferente para ele ver sua morte daquela altura. Se pudesse fotografar a cena do alto e fechar os olhos... E, como se ´pudesse estar em dois lugares ao mesmo tempo, ator e platéia, pulou. Não houve como eu dizer que, assim como o seu corpo, sua visão de si mesmo cairia andar por andar; até o chão. Ele parecia não me notar ali... Caiu e não pude ver a última expressão de sua face intacta. Não fez barulho, lá de cima. Não estava mais ali... Nada. A noite seguiu calmamente.


* * *

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ensaio de tranquilidade


Olá, pessoas. =)

Hoje eu tomei dois ótimos banhos de chuva. Também encontrei, por acaso, uma pessoa que não via há anos. Sempre que encontro a velha turma, normalmente mudada, diferente daquilo que elas imaginavam, me recordo da obra de arte que é Kimi ga nozomu eien.
Enquanto ela ia embora e eu comia uma pizza grande sabor muzzarela(sozinho! =P), pensei em escrever algo aqui sobre Schopenhauer. Algo sobre vontade de poder. Mas não algo nietzschiano a esse respeito.
Porém, o dia foi passando. Passando. Eu esqueci Schopenhauer e suas idéias por enquanto. depois organizo um post decente.

Hoje eu também reencontrei, não por acaso, um grande amigo. Fiquei feliz em vê-lo depois de tanto tempo. Conversamos pouco, mas o suficiente para me incentivar a postar algo aqui. A questão, como estava conversando com Flor agora a pouco, é se as pessoas já pensaram o quanto elas se preocupam com o tempo. Falava sobre isso indiretamente com o meu amigo, Erick. Lembro que iniciei um curso de teoria musical, mas larguei por várias razões. Agora eu tenho a oportunidade de realizar um trabalho aí. Estou tranquilo. Já quis ser músico, filósofo, sociólogo e escritor. Tudo num fôlego só. Tudo isso ao mesmo tempo. Eu estava tentando explicar a ele que não desisti da música. Que meu coração, em relação às coisas que quero fazer, está agora mais tranquilo. Eu não preciso fazer tudo ao mesmo tempo. Aí, me disseram: "E você vai deixar coisas da sua vida pendentes? Vai deixar de investir nisto ou naquilo? Como pode? E se você morresse amanhã?"
A verdade é, que se eu morrer amanhã, o que importa? Ainda assim não teria feito nada. Não tenho mais o entusiasmo de engolir, de controlar o tempo, de fazer tudo num segundo e depois...
Decidi me dedicar aos estudos em ciências sociais por enquanto. Mas, o mais importante do post não são minhas escolhas, que servem apenas para ilustrar a idéia. O que importa mesmo é uma noção de tempo menos apressada ou frenética. Posso parecer um velho falando essas coisas, mas, se pensamos na finitude breve da vida, por que não pensar antes na sua continuidade? Posso ter mais uns 40,50 anos de vida. Com esse tempo, posso fazer muita, muita coisa. Assim, é mais fácil fazer pequenos planos, traçar pequenas metas. O quanto não se deixa de dormir pensando na insônia?O quanto não se deixa de viver...? Isso me lembra Bergson e também as coisas de fenomenologia que li. Isso não é um "carpe diem", eu acho. Isso é, pra mim, uma espécie de calma e paciência. Acreditando no dia que virá. Fazendo as coisas acontecerem.
Que todos fiquem tranquilos =]