Meu interior é salgado;
de tanto pranto que guardei.
Meu coração, por sentir demais,
é casa das sombras fugidias.
E o vento, por este, passa
como que luz a esgueirar
pela fresta de uma imensa
porta de chumbo.
Minha superfície é caótica
dos mares que enfrentou.
Meus olhos fechados causam
menos dano às coisas.
Que quando eles, implacáveis,
se erguem entre a luz e a escuridão,
então se faz o contato entre o mundo
e o meu interior:
Cada vez mais escuro, escuro, escuro...
O mundo.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007
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